Aos fantoches da técnica

novembro 27, 2010 at 4:09 pm (Uncategorized)

Bem, estou aproveitando as minhas férias para descansar, praticar atividade física e, é claro, ler livros filosóficos. Uma das minhas leituras é Martin Heidegger e a questão da técnica, de Francisco Hüdger. Aliás vou este livro como citação na minha pós. Tem um trecho muito interessante que achei interessante compartilhar com meus amigos.

“Como sinaliza Nietzsche, a modernidade nasce quando a verdade passa a ser definida como imagem. a conversão das coisas em objetos e do mundo em imagem são correlatos estruturais da transformação do homem em sujeito. A conversão do eu em sujeito e a transformação desse fundamento acarretam que as coisas passem a ser definidas por sua  representação subjetiva, passem a ser definidas como imagens, por mais que sua origem possa ser experimental.

Heidegger defende que a metafísica da presença sempre compreende essa presença como representação do ente, mas essa vinha ao homem junto com ele mesmo. a presença de uma coisa a partir de si mesma era entendida junto com sua apreensão pelo homem. Agora, a representação não é mais tomada c0mo o que é dado junto com o homem, mas como o que se contrapõe a ele como objeto, se apresenta a ele como imagem e pode ser manipulada por ele como sujeito.

A era do niilismo consumado é a era em que as visões de mundo são inventadas e promulgadas com vistas a exercer poder e tem origem no fato do eu se alto instaurar como princípio de fundação do ente em sua totalidade.

A modernidade culmina coma chegada do completo niilismo e com o império da vontade de poder, a tecnologia funda com ela uma era em que o homem procura refúgio em uma forma peculiar de super-mundo, em vez de, como na era cristã buscá-lo em outro mundo.

O mundo todavia converte-se assim em uma imagem porque o homem passa a ser determinado como sujeito e o ser calculado produzido e planejado. O homem é chamado a agir em função de uma verdade confiada a seus maquinismos em uma época que só contam para ele permanência e auto-asseguramento.

A capacidade de calcular e de manipular tudo o que vive, a racionalidade da animalidade, é levada ao extremo em que um super-homem tende a se tornar o sentido. A liberação da existência humana em relação às antigas normas, via a maquinação, resulta em um império sobre o ser, porque aquela ‘significa a essência da existência na qual, previamente, tudo é feito para ser manejável e colocado a nossa disposição, tudo é feito para ser maleável’.

1 Comentário

  1. thiagoquinteiro disse,

    esqueceu de dizer q férias tbém servem p namorar bastante…

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